Além da Folha: A Ascensão dos Charutos e a Arte da Harmonização
- Erico Abreu
- 31 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Por muito tempo, o selo "Hecho en Cuba" foi o único padrão de luxo no mundo dos charutos. No entanto, o cenário mudou. Hoje, os chamados charutos do "Novo Mundo" — produzidos em solo nicaraguense, paraguaio, dominicano, brasileiro e hondurenho — dominam as listas de melhores do ano, oferecendo uma consistência e uma paleta de sabores que desafiam até os palatos mais tradicionais. Esteja pronto para explorar o que existe além de Havana, a chave para uma experiência memorável está na harmonização. A regra de ouro da harmonização é o equilíbrio de intensidades. Um charuto forte atropela uma bebida leve, enquanto um charuto suave desaparece diante de um destilado potente. Geralmente dominicanos, possuem notas de creme, madeira clara e feno. Harmonização Ideal Café com leite ou espumantes. A acidez do espumante limpa o paladar entre as baforadas. Rum envelhecido ou um Whisky. A doçura do milho do Bourbon e o melaço do Rum complementam perfeitamente as notas de especiarias do tabaco. O Stout (cerveja escura), vinhos do Porto ou um Single Malt turfado. Bebidas com corpo e estrutura suportam a força da nicotina e a densidade da fumaça. Use um cortador de lâmina dupla para um corte limpo e acenda com um isqueiro de maçarico (butano) para não contaminar o sabor ou use madeira. O Tempo é Rei: Não apresse. Um charuto Robusto leva, no mínimo, 45 minutos. A harmonização é um exercício de paciência e contemplação. Tenha sempre um copo de água com gás ao lado. As bolhas ajudam a "resetar" as papilas gustativas, permitindo que você sinta a evolução do charuto do primeiro ao último terço. Explorar os charutos não cubanos é abrir uma porta para uma diversidade infinita de aromas. Seja um Padrón nicaraguense ou um dominicano, a experiência é elevada ao máximo quando a bebida no copo conversa com a fumaça no ar e uma boa conversa densa e complexa.




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